Descarbonização ainda é aspiração para muitas empresas de tecnologia

Descarbonização ainda é aspiração para muitas empresas de tecnologia

A descarbonização é um processo primordial para a eliminação de impurezas nas empresas de tecnologia, mas – por incrível que possa parecer – ainda é um assunto pouco discutido entre elas. Uma pesquisa desenvolvida pela consultoria KPMG – realizada com cerca de 800 líderes de empresas do setor no Brasil e no mundo -, e divulgada pelo Estadão / Broadcast, mostra que 53% das companhias pesquisadas não têm estratégia de descarbonização em andamento, que seria uma redução ou compensação de gases do efeito estufa nas operações. 

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Além disso, apenas 16% das empresas têm alguma meta para redução gratuita de gases e 31% possuem apenas um planejamento nesse sentido.

Vale lembrar que o governo brasileiro se comprometeu, na COP26 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 -, com metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O país pretende cortá-la em 50% até 2030 e neutralizá-la até 2050. Esse é um cálculo, porém, ainda é pouco claro.

TECNOLOGIA TAMBÉM POLUI O MEIO AMBIENTE

As empresas de tecnologia colaboram com o aumento da emissão de gases do efeito estufa especialmente por causa da produção de equipamentos (hardwares), como computadores, celulares e televisores. Segundo Marcio Kanamaru, sócio-líder de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil e na América do Sul, isso reflete o desafio das companhias de conseguir “traduzir aspirações em ações”.

A pesquisa corrobora com esse interesse quando aponta que os executivos ouvidos citam como principais barreiras para a descarbonização do setor, o fato de seus respectivos conselhos e a administração não estarem suficientemente engajados na questão ou terem investidores focados em objetivos de curto prazo.

Para Nelmara Arbex, sócia da KPMG líder de ESG (governança ambiental, social e corporativa), o adiamento de ações concretas para uma descarbonização não é recomendável, pois cria desafios em relação ao custo de capital, atração de talentos, acesso a mercados e à preferência do consumidor. “Todos têm que fazer a sua parte no combate às mudanças climáticas”, avalia.

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